FUDEU!
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Começou o Verão.

Arraial do Cabo - RJ - janeiro 2010
Malas prontas. Vamos lá!
Algumas horas no carro,
nada muito raro.
É a praia, olha lá!
Cama no quarto, cama na sala. Lorraine vai dormir do meu lado.
Quem vai comprar pão? Mariana!
Café da manhã ao meio dia, almoço as quatro, janta nem se fala.
Hamburguer de novo não.
Protetor, bloqueador, guarda-sol, esqueci alguma coisa? Pega o guarda-sol, Levi!
Enquanto os dias passam e a gente se queima a amizade aumenta. Rafael, Rafaé-el...
Ri mais, extravasa.
Fala o que devia, o que não devia, argumenta, complementa, comenta, inventa.
Mãe, manda mais dinheiro, o meu acabou.
Esquece vestibular, eu vim descansar. - Daybes de novo? O que mudou agora?
Lavei os copos agora, quem usou?
Tem areia no meu cabelo ainda, cansei de lavar.
Ligaram de novo, a gente volta antes do esperado.
Olha o mar daqui de cima, me lembra o infinito.
Não esquece a máquina, eu quero ser fotografado!
Hey, eu não sou surda, chega de grito! , Matheus.
Só mais um mergulho antes da gente ir embora.
Não esqueci nada, esqueci?
Não me esquece hein e tsc, me da mais um abraço agora.
Mãe, cheguei! É eu sei, to preta e nem ardi!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
- Você não precisava vir.
- Mas eu queria te ver oras. Toda minha vida foi do teu lado, de repente você muda de cidade e uma parte de mim vai embora junto. O que eu posso fazer? Tinha que vir te perturbar aqui.
- É, você tinha. Então, eu queria te perguntar uma coisa...
- Pergunte.
- Como eu faço pra dizer pra uma garota que eu gosto dela?
- Mas já? Desde quando você é rápido assim com meninas? Me conte essa história direito!
- Não tem história nenhuma.
- Tem sim! Você mora a menos de 3 meses aqui e já está apaixonado por uma moradora local... Deixa eu adivinhar.. é a vizinha da frente? Sempre tem uma vizinha gostosa. Não? Tá, então é o da escola nova! Não também? Poxa, então...
- Pare de tentar adivinhar.
- Certo.
- Queria dizer pra ela que eu sinto falta dela todos os dias. Queria dizer que faz falta os telefonemas no meio da noite, o jeito que ela ficava brava com as minhas brincadeiras. Queria dizer que eu agora sinto falta de cada minuto. Que eu até jogaria o meu casaco do exército fora por ela e...
- Nossa, pra jogar aquele casaco horrível fora deve amar mesmo!
- Eu acho que eu to apaixonado.
- Uau!
- O que você acha disso tudo?
- Que existem mais pessoas como eu pelo mundo! Jurava que só eu te ligava de madrugada, que só eu achava suas brincadeiras idiotas e que o teu casaco do exército desagradasse só a mim... mas que bom que você encontrou uma pessoa com tanto bom senso! Pipoca?
- Não, valeu... Você acha que eu devo falar pra ela o que eu sinto?
- Acho!
- Acha?
- Acho! Mas hoje não... hoje você ta comigo, e antes de ser delas, você é meu.
- Mais do que você imagina.
...
domingo, 20 de dezembro de 2009
- Vamos, fale alguma coisa!
Incrível como aqueles segundos pareciam intermináveis para mim. Acho que para ele também.
Certo, concordo que a abordagem não foi das melhores. Até eu me assustaria se alguém se declarasse para mim. Mas não foi uma declaração qualquer, eu esperei o momento certo. Disse para ele que gostava dele desde quando ele fez um ano de namoro, agora com três ele terminou. Enfim, acho que esperei tempo o bastante. Não podia interferir no relacionamento dele, não tinha direito para fazer isso, concorda?!
Ele ficou passando uma mão na outra, acho que ele estava tentando achar as palavras certas.
- Mas você é como uma irmã para mim...
O diálogo terminou ali. Não tinha mais o que falar... Somo amigos até hoje.
sábado, 12 de dezembro de 2009

A sua beleza é bem maior
Do que qualquer beleza (...)
Mundo velho (...)
Ainda não aprendeu
A admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
Salão de Beleza - Zeca Baleiro [♪]
Eu adoro fotografar. Adoro fazer com que as meninas fiquem lindas, fiquem atraentes, se achem atraentes. Quando eu fotografei a Aline, uma das partes mais legais foi quando a gente terminou de fazer o make dela e ela disse "nossa, estou apaixonada pelos meus cílios". Eu precisava dizer para ela que sim, ela é linda de verdade e que ela não precisa se esforçar muito para isso.
Agradecimentos formais já foram feitos, e o que eu posso dizer?! Eu amo isso. Eu amo.
Não tinha um post melhor pra ser o de número 100.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Se o medo e a cobrança, tiram minha esperança,
Tento me lembrar, de tudo que eu vivi,
E o que tem por dentro, ninguém pode roubar.
Descanso agora, pois os dias ruins, todo mundo tem,
Já jurei pra mim, não desanimar
E não tem mais pressa, pois sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar, eu espero a minha vez.
O suor e o cansaço, fazem parte dos meus passos, (...)
E eu não tô aqui pra dizer o que é certo e errado,
Ninguém ta aqui pra viver em vão,
Então é bom valer a pena, então é pra valer a pena, ou melhor não.
Espero a Minha Vez - Nx Zero [♪]
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Foi isso mesmo?
Fiquei sentada olhando a televisão que estava desligada tentando entender tudo aquilo. Num tem quando a gente sonha mas é tão real, tão real que você jura de pé junto que aconteceu? Então. Não era sonho, disso eu tinha certeza!
Ele entrou pela porta sorrindo, eu olhei pra ele assustada, os meus olhos tentavam ver alguma coisa que nem eu sabia ao certo o que era.
- O que foi? Porque que você ta me olhando assim?
Fiquei em pé, estreitei os olhos, cheguei a inclinar a cabeça pra tentar ver sabia-se lá o que.
- Meu bem? Ta acontecendo alguma coisa?
ele passou a mão pelo meu pescoço, me deu um beijo na testa. Continuei a olhar pra ele.
- Você vai ou não vai me dizer o que aconteceu?
Vi ele indo em direção a cozinha, fui atrás dele. Fiquei andando junto dele. Juro que passei o nariz pela blusa dele. Não sei, vai que eu achava a resposta da pergunta que nem eu mesma sabia.
- Você não vai mesmo dizer, não é?! Então ta bom, quando quiser eu to por aqui.
Vi um sorriso sarcastico no rosto dele. Encostei na parede da cozinha olhando ele beber água. Respirei fundo e perguntei. Eu precisava saber se eu sonhei com aquilo.
- Você por acaso saiu no meio da noite passada pra ir fazer sexo a três com duas mulheres orientais?
Nunca vi ele olhar tão rápido para alguma coisa como ele olhou pra mim. Nem quando se trata de futebol.
- COMO É QUE É? DA ONDE VOCÊ TIROU ISSO?
- não seeei. não sei. Eu acho que eu sonhei com isso tudo. Mas se foi sonho foi tão real. Eu vii você saindo e eu te vi fazendo sexo a três! Desde quando você gosta dessas coisas?
- Desde quando o que? Você que sonha com coisas estranhas e eu que "gosto dessas coisas"?
- E desde quando você gosta de mulheres orientais? Elas são morenas, e são todas iguais!
- Deus! Eu não tenho essa de prefirir mulheres. Eu gosto de mulher e ponto!
- Então é assim? Você fez sexo com mulheres orientais?
- Fiz.
- FEZ?
- Não! Não a três, com orientais. Foi antes. Antes de você. E com uma só. Da onde veio essas perguntas, meu bem?
Juro que sai bufando da cozinha. Que ódio eu senti dele! Ele tinha feito sexo a três com duas mulheres orientais. E eu sabia disso, não sei como!
- Meu bem, meu bem, espera! Da onde você tiro essa história toda? sexo a três? eu fugir de madrugada pra te trair? Que coisa de filme!
FILME! foi na hora que me deu um estalo! Eu dormi vendo um filme que teve uma cena assim, mas não sei porque meu cérebro associou a ele. Ufa! Agarrei ele, comecei a encher o rosto dele de beijos e disse: Foi um sonho!
Ele rindo, me abraçou.
- Mas a gente bem que podia começar a considerar a história do sexo a três, não?
Bom, eu tava falando com um homem. Homem tem cromossomo Y. de Ydiota!
Ele entrou pela porta sorrindo, eu olhei pra ele assustada, os meus olhos tentavam ver alguma coisa que nem eu sabia ao certo o que era.
- O que foi? Porque que você ta me olhando assim?
Fiquei em pé, estreitei os olhos, cheguei a inclinar a cabeça pra tentar ver sabia-se lá o que.
- Meu bem? Ta acontecendo alguma coisa?
ele passou a mão pelo meu pescoço, me deu um beijo na testa. Continuei a olhar pra ele.
- Você vai ou não vai me dizer o que aconteceu?
Vi ele indo em direção a cozinha, fui atrás dele. Fiquei andando junto dele. Juro que passei o nariz pela blusa dele. Não sei, vai que eu achava a resposta da pergunta que nem eu mesma sabia.
- Você não vai mesmo dizer, não é?! Então ta bom, quando quiser eu to por aqui.
Vi um sorriso sarcastico no rosto dele. Encostei na parede da cozinha olhando ele beber água. Respirei fundo e perguntei. Eu precisava saber se eu sonhei com aquilo.
- Você por acaso saiu no meio da noite passada pra ir fazer sexo a três com duas mulheres orientais?
Nunca vi ele olhar tão rápido para alguma coisa como ele olhou pra mim. Nem quando se trata de futebol.
- COMO É QUE É? DA ONDE VOCÊ TIROU ISSO?
- não seeei. não sei. Eu acho que eu sonhei com isso tudo. Mas se foi sonho foi tão real. Eu vii você saindo e eu te vi fazendo sexo a três! Desde quando você gosta dessas coisas?
- Desde quando o que? Você que sonha com coisas estranhas e eu que "gosto dessas coisas"?
- E desde quando você gosta de mulheres orientais? Elas são morenas, e são todas iguais!
- Deus! Eu não tenho essa de prefirir mulheres. Eu gosto de mulher e ponto!
- Então é assim? Você fez sexo com mulheres orientais?
- Fiz.
- FEZ?
- Não! Não a três, com orientais. Foi antes. Antes de você. E com uma só. Da onde veio essas perguntas, meu bem?
Juro que sai bufando da cozinha. Que ódio eu senti dele! Ele tinha feito sexo a três com duas mulheres orientais. E eu sabia disso, não sei como!
- Meu bem, meu bem, espera! Da onde você tiro essa história toda? sexo a três? eu fugir de madrugada pra te trair? Que coisa de filme!
FILME! foi na hora que me deu um estalo! Eu dormi vendo um filme que teve uma cena assim, mas não sei porque meu cérebro associou a ele. Ufa! Agarrei ele, comecei a encher o rosto dele de beijos e disse: Foi um sonho!
Ele rindo, me abraçou.
- Mas a gente bem que podia começar a considerar a história do sexo a três, não?
Bom, eu tava falando com um homem. Homem tem cromossomo Y. de Ydiota!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Você tem o tamanho dos seus sonhos. Sejam eles a coisa mais complexa ou a coisa mais simples do mundo. O sonho pode estar em qualquer lugar. Pode ser algo que parece distante ou que está bem alí, do seu lado. Então procura outro ângulo, uma perspectiva nova. Abrace o mundo. Comece uma história. Sonhe de olhos bem abertos.
comercial - Itaú Personnalité
comercial - Itaú Personnalité
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
- Eu não quero mais nada disso. Nada. E não precisa falar nada para mim, é só sair. Já esta sendo difícil ter que falar.
Juro que foi assim. Ele entrou, me sorriu com aquele sorriso sedutor e veio na minha direção, e antes que me tocasse preferi falar tudo. E não pense que eu parei por aí:
- Não gaste seu latim tentando me convencer a manter essa situação porque simplesmente não há retórica. Quando toda essa história começou é claro que eu estava ciente das condições, mas depois de um tempo toda mulher cansa dessa situação, desse joguinho de poder que você finge dominar.
Lembro dos olhos dele fixos em mim. Ele estava parado, me olhando, e toda vez que ele tentava falar alguma coisa eu começava a falar mais. Eu não queria dar brechas para que ele me convencesse a continuar com aquilo.
- Eu cansei de ser coadjuvante na sua vida.
Desatei a falar:
- Cansei de ligações as escondidas. Cansei de esconder a minha felicidade, o meu desejo. Cansei de te esconder das pessoas. Cansei desse teatro todo! Eu não quero viver de aparências. Quando esse nosso caso começou não passava de vontade, de carne. Você sempre soube o quanto mexia comigo e para te falar a verdade eu gostei por muito tempo desse jogo. Os olhares, os toques, talvez o perigo. Vou te contar que a primeira vez que te tive na minha cama me senti uma adolescente escondendo alguma coisa muito errada dos pais, e eu gostei daquilo. Não vou colocar a culpa disso tudo em você. A culpa é toda e estritamente minha por aceitar. E eu aceitei. Eu sabia desde o começo. Você não escondeu de mim, acho até muito digno da sua parte, mas eu não quero mais.
Depois de tanto falar eu finalmente parei. Aquele silêncio tomou conta de todo o lugar. Eu senti o ar faltar dentro do meu peito, minha garganta amargava, eu sentia como se estivesse jogando meu bilhete premiado pela janela daquele décimo andar.
- Tem certeza do que você está fazendo?
Quando ele disse isso eu senti uma lágrima, canalha, caido do meu olho. E com a maior rapidez que eu pude eu disse: Sim! Acho que eu cheguei a gritar naquele momento.
- Aboluta certeza! Não existe mais como cogitar essa idéia! Eu quero os meus amigos e o meu amor, juntos, eu quero fotos reveladas pela casa! Eu quero domingos com toda a família. Eu quero andar de mãos dadas pela rua! Eu quero um relacionamento clichê! Eu quero ser amada por completo! Eu não quero ficar fugindo de lugares, inventando desculpas.
Ele passou a mão pela cabeça, percebi que ele estava aflito com aquela situação. Eu falava, gesticulava, percebi que o meu tom de voz já estava alterado. Mas tudo chegou a piorar.
- Você sabe que eu amo você.
Quando ele disse isso minhas mãos queimaram e com muita vontade e com muito ódio fiz questão de deixar a minha marca no rosto dele. Lembro de esbravejar mais alguma coisa antes de dizer:
- Não ouse dizer que me ama, porque o que você sente por mim é qualquer coisa, menos amor! Diga que sente tesão por mim. Diga que eu consigo te seduzir. Nunca diga que me ama, porque se você me amasse as coisas não tomariam esse caminho. Você tem que amar ela! Ela que faz de você o sentido de vida, que te tem. Eu não te permito sentir amor por mim. A mim você usa. Você quer. E eu não quero mais. Não quero mais ser a outra. Não quero mais significar falta de compromisso. E eu também não quero que você a largue para ficar comigo, quero te deixar livre para tentar salvar alguma coisa que eu estou a procura e que você não pode me dar.
A conversa se encerrou por ali.
Ele respirou fundo, passou a mão na chave do carro, foi em direção a porta, chegou a me olhar novamente e sacudir a cabeça e f0i a última coisa que eu vi. Preferi sair dali e ir chorar as minhas dores. Eu estava errada. A partir do momento que deixou de ser um jogo para mim eu vi que as coisas iriam de mal a pior. Eu não poderia estar apaixonada por um homem comprometido, por mais intimidade e liberdade que ele me desse. Eu estava. Por isso resolvi terminar com tudo que existia e com tudo que poderia vir a existir.
É claro que vai me doer ve-lo todos os dias, mas a vida continua. E enquando doer, eu vou respirar fundo e lembrar que ele nunca ia ser meu por inteiro. Eu tenho certeza.
Juro que foi assim. Ele entrou, me sorriu com aquele sorriso sedutor e veio na minha direção, e antes que me tocasse preferi falar tudo. E não pense que eu parei por aí:
- Não gaste seu latim tentando me convencer a manter essa situação porque simplesmente não há retórica. Quando toda essa história começou é claro que eu estava ciente das condições, mas depois de um tempo toda mulher cansa dessa situação, desse joguinho de poder que você finge dominar.
Lembro dos olhos dele fixos em mim. Ele estava parado, me olhando, e toda vez que ele tentava falar alguma coisa eu começava a falar mais. Eu não queria dar brechas para que ele me convencesse a continuar com aquilo.
- Eu cansei de ser coadjuvante na sua vida.
Desatei a falar:
- Cansei de ligações as escondidas. Cansei de esconder a minha felicidade, o meu desejo. Cansei de te esconder das pessoas. Cansei desse teatro todo! Eu não quero viver de aparências. Quando esse nosso caso começou não passava de vontade, de carne. Você sempre soube o quanto mexia comigo e para te falar a verdade eu gostei por muito tempo desse jogo. Os olhares, os toques, talvez o perigo. Vou te contar que a primeira vez que te tive na minha cama me senti uma adolescente escondendo alguma coisa muito errada dos pais, e eu gostei daquilo. Não vou colocar a culpa disso tudo em você. A culpa é toda e estritamente minha por aceitar. E eu aceitei. Eu sabia desde o começo. Você não escondeu de mim, acho até muito digno da sua parte, mas eu não quero mais.
Depois de tanto falar eu finalmente parei. Aquele silêncio tomou conta de todo o lugar. Eu senti o ar faltar dentro do meu peito, minha garganta amargava, eu sentia como se estivesse jogando meu bilhete premiado pela janela daquele décimo andar.
- Tem certeza do que você está fazendo?
Quando ele disse isso eu senti uma lágrima, canalha, caido do meu olho. E com a maior rapidez que eu pude eu disse: Sim! Acho que eu cheguei a gritar naquele momento.
- Aboluta certeza! Não existe mais como cogitar essa idéia! Eu quero os meus amigos e o meu amor, juntos, eu quero fotos reveladas pela casa! Eu quero domingos com toda a família. Eu quero andar de mãos dadas pela rua! Eu quero um relacionamento clichê! Eu quero ser amada por completo! Eu não quero ficar fugindo de lugares, inventando desculpas.
Ele passou a mão pela cabeça, percebi que ele estava aflito com aquela situação. Eu falava, gesticulava, percebi que o meu tom de voz já estava alterado. Mas tudo chegou a piorar.
- Você sabe que eu amo você.
Quando ele disse isso minhas mãos queimaram e com muita vontade e com muito ódio fiz questão de deixar a minha marca no rosto dele. Lembro de esbravejar mais alguma coisa antes de dizer:
- Não ouse dizer que me ama, porque o que você sente por mim é qualquer coisa, menos amor! Diga que sente tesão por mim. Diga que eu consigo te seduzir. Nunca diga que me ama, porque se você me amasse as coisas não tomariam esse caminho. Você tem que amar ela! Ela que faz de você o sentido de vida, que te tem. Eu não te permito sentir amor por mim. A mim você usa. Você quer. E eu não quero mais. Não quero mais ser a outra. Não quero mais significar falta de compromisso. E eu também não quero que você a largue para ficar comigo, quero te deixar livre para tentar salvar alguma coisa que eu estou a procura e que você não pode me dar.
A conversa se encerrou por ali.
Ele respirou fundo, passou a mão na chave do carro, foi em direção a porta, chegou a me olhar novamente e sacudir a cabeça e f0i a última coisa que eu vi. Preferi sair dali e ir chorar as minhas dores. Eu estava errada. A partir do momento que deixou de ser um jogo para mim eu vi que as coisas iriam de mal a pior. Eu não poderia estar apaixonada por um homem comprometido, por mais intimidade e liberdade que ele me desse. Eu estava. Por isso resolvi terminar com tudo que existia e com tudo que poderia vir a existir.
É claro que vai me doer ve-lo todos os dias, mas a vida continua. E enquando doer, eu vou respirar fundo e lembrar que ele nunca ia ser meu por inteiro. Eu tenho certeza.
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