quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sem protesto.

Você já leu sobre isso, já discutiu sobre isso, tem certeza absoluta que quando acontecer com você será tudo diferente ou simplesmente afirma que vive muito bem do jeito que está e não precisa se preocupar com essas coisas.
Remotamente se pegou pensando sobre o assunto uma vez ou muitas e sabe que, tem dias que só se salvariam se acontecesse com você. Mas isso, ninguém precisa saber.
Tem dias que tudo conspira a favor, tem dias que tudo acontece do avesso. As músicas que você ouve, os filmes que você vê, todos tem uma ponta, uma frase, uma palavra...a palavra. Mas você prefere pensar que quando for com você, simplesmente vai ser e não haverá explicação pra isso.
Teus amigos falam sobre o assunto com você, brincam que quando acontecer você será o mais afetado e você jura, por todas as estrelas do céu e pela vida de muitas pessoas que nunca, nunca se renderá sem lutar.
Até que um dia você menos espera anciosamente e lá esta ele, te olhando, te chamando! Você usa de seus argumentos, opina, luta contra. Dentro de você existe uma guerra civil, até que finalmente, ou não, você se rende.
Aconteceu quando tinha que acontecer, você sabia que uma hora ou outra ia acontecer com você e agora não se tem muito o que fazer, a não ser cuidar. Mas não só cuidar, se dedicar, se abrir, deixar as coisas perfeitas para que seja fácil, sem dor, sem recordações ruins.
Então, você respira fundo e se compromete, concorda e assina. Assina os melhores dias da sua vida vivendo com ele: o amor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nostalgia.

"Às vezes fico com saudade, de momentos que eu ainda não vivi", mas, antes de tudo, às vezes fico com saudade de tudo que eu vivi sim! Do que me acrescentou, me fez crescer, me deixou feliz (ou não).
Não basta estar ali, olhando, ouvindo, tem que sentir na pele! Tem que tomar decisões, tem que dizer que encara essa e qualquer roubada, tem que saber que se é pau para qualquer obra e se orgulhar disso!
Reparei hoje, em um dos lugares que me trazem muitas recordações, o quanto eu gostava de estar ali, lembrando do que eu fiz e deixei de fazer, com quem eu estive e deixei de estar. Mas reparei também a quantos lugares eu quero ir, onde mais eu quero morar e quantas pessoas eu ainda quero conhecer.
Sinto orgulho da minha saudade e sei, que cada vez que ela aumentar é porque o meu caminho esta se fazendo, que eu tenho de seguir e quando ela apertar, eu respiro fundo e volto. Mas por pouco tempo, porque viver de saudade não é bom. Se vive de futuro com pitadas de lembranças.

Ao (queridíssimo) mestre, Vitor Quintan.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Quase todos os espetáculos se resumem a "não precisava". Por mais que seja um caso, não precisa ser babaca, não precisa ser escroto."

www.tudopalhaco.blogspot.com

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sem mais.

- Eu não sei como começar... ham, bom. Eu queria conversar com você...
- Pode falar!
- Vou direto ao ponto então. ...
- ...
- A gente nunca vai ser um casal?

(...)

- Amor,
- Hm...
- Lembra quando você me perguntou se a gente nunca ia ser um casal?
- Lembro, claro!
- Faz 1 ano hoje!
- Eu sei. Sabe uma coisa que você não sabe?
- Eu sabia que você ia ser meu desde a primeira vez que você sorriu pra mim!
- Convencida!

(..♥)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fácil é falar de amor.

O cabelo bem cortado, os olhos fixos em mim. Lá estava ele. Na minha barriga eram muito mais que borboletas. Meu sorriso bobo evidenciava a minha felicidade.
Fiz questão de chegar o mais perto dele possível. Me lembro dele segurando a minha mão, devagar. O perfume dele era inebriante. Senti a mão dele percorrendo as minhas costas.
Só me lembro de fechar os olhos e sentir os lábios dele nos meus.
Digo que não me importava onde eu estava ou que horas eram. Digo apenas que alguma coisa, dentro de mim, não queria sair dali.
Lembro do sorriso dele depois que nos beijamos. Um sorriso acolhedor. Arrisco-me a dizer, apaixonado.
Quando o abracei, senti o coração dele batendo, forte, acelerado. Por mim, o tempo parava ali.
Conversamos alguns poucos minutos, ele foi embora logo em seguida.
Enquanto eu o observava de longe, percebi que ele olhava pra mim, sorrindo. Me senti tão completa. Parecia que tudo que dizem sobre o amor recíproco era verdade. Quando me virei para ir embora ouvi a voz dele, me chamando. Me chamava como se tivesse esquecido alguma coisa importante.
Chegou perto de mim, me abraçou. A respiração dele me acalmava. Lembro exatamente do que ele disse:
Fica comigo para sempre?
Meu sorriso bobo tomou conta do meu rosto. E antes que eu pudesse responder...


Meus despertador tocou. Bom Dia, querida! A vida continua.
Enquanto isso, você continua beijando os caras da balada que te puxam pelo braço e te chamam de gostosa.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Queria que as coisas estivessem diferentes entre nós.
Queria querer saber o que você pensa. Se pensa em mim.
Queria sorrir ao ver o teu nome chamando no telefone. Suspirar sozinha lembrando do teu sorriso.
Sentir teu perfume na rua e me arrepiar.
Queria te pegar olhando pra mim. Te roubar um beijo.
Encostar minha mão na sua. Minha boca na sua. Encostar em você.
Pensar em você a maior parte do tempo. Dividir com você, seja o que fosse.
Queria sentir ciúmes de você. Ciúme bobo. Infantil.
Queria que você estivesse mais aqui. Estivesse aqui. Existisse.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

- Sabe do que eu sinto falta?
- Do que?
- De ter alguém pra amar.
- Desde quando você sente falta disso?
- Não sei. Só sei que sinto falta.
- Hum.

[...]

- Olha, uma estrela cadente! Faz um pedido!
- Fiz!
- O que você pediu?
- Que você me veja e pare de sentir falta.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lovehot.

Como começou? Ele sorria quando passava por mim, acenava de longe assim que me tinha a vista. Depois percebi que em toda roda de amigos ele falava olhando para mim. Não me pergunte porque.
Um dia, eu estava vindo para casa e ele resolveu me acompanhar. Nós falamos tanto que pareceu que eu morava mais longe do que realmente é.
Percebi aos poucos que sentia falta dele na sala. Me peguei procurando ele muitas vezes só para dizer "Bom dia". Ou pelo menos era isso que eu achava. Quanta ingenuidade.
Depois de um tempo procurando, sorrindo, conversando, percebi que gostava de ficar perto dele, e do jeito que ele encostava em mim. E encostar mesmo, o simples ato de tocar as mãos já me deixava...leve.
Certa vez, ele me contou um caso de uma menina a qual ele estava se interessando, ou qualquer coisa do tipo. Lembro que fiquei com ódio dele. E da menina. E então percebi. Eu queria ele pra mim.
As coisas mudaram rapidamente entre nós, por minha causa. Eu olhava pra ele e via coisas que não via antes. Quando eu falava com ele eu me sentia mais doce. sabe, doce? então.
Até que um dia, numa dessa dele me levar em casa, roubei um beijo dele.
Bom, se foi bom? não sei, só sei que só quando ele me abraçou eu percebi que tinha feito uma coisa certa.
Se estamos juntos? Sim, estamos. E ainda me sinto doce quando ele fala comigo. Ao pé do ouvido. Ainda me sinto leve quando ele me toca. Seja lá onde for. E me sinto muito, muito satisfeita de ter beijado ele e ter ele pra mim. Em qualquer lugar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Príncipe Estampado

Desmancha essa cara de galã de novela.
A gente não quer ninguém montado, ninguém ensaiado, ninguém coordenado.
A gente quer sorriso bobo, cantada barata, beijo roubado.
Do jeito que você vem não importa, o que importa é que venha, pontualmente.
Se importe com o perfume, com o toque, com o jeito de olhar.
Diga que estamos lindas, repare nas unhas feitas, no cabelo escovado, no batom novo.
Nem todo mundo te quer pra sempre, nem todo mundo te acha tão lindo, mesmo que você seja.
Onde fica a amizade? A simpatia? A educação de mãe?
Responda com carinho, sorria com amizade. Se quiser, ou não.
Pegue na mão, ofereça carona, mesmo que não queira dar.
Conquiste. Fãs, antes de tudo.
Beije com vontade, abrace com desejo. Sem mãos. E você compreende o que isso quer dizer.
Depois que se lembrar de tudo, me liga. E diz que achou um papel meio amassado, no canto da porta, com tudo isso escrito e o número do meu telefone. Me chame pra sair, se desculpe por qualquer coisa.
meu príncipe encantado me espera, estampado de galã com um Q de sem-caráter.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Semana que Foi.

Foi tão bom ver o sorriso dela me olhando. Sentei do lado dela, e parece que o céu estava dentro do meu coração. Ela pegou na minha mão, ficou me olhando com aquele olhar compadecido.
Eu senti que ela queria chorar, que não queria que fosse e que se fosse, que voltasse logo.
Eu não gosto quando ela faz isso, sabe, ficar jogando toda a responsabilidade de tudo para cima de mim? Você compreende?
Não houve muito diálogo. Ela ficou mais tempo me olhando e segurando as lágrimas.
Peguei a minha passagem de ônibus, me levantei. E senti novamente aquele punhal sendo cravado no meu cérebro. No meu peito não porque já me sinto anestesiada neste âmbito. Mas eu não posso me proibir de pensar nela aqui. Queria que cuidassem dela. Queria que as pessoas soubessem que ela é carente, como eu sei.
Ouvi a preparação para a saída do ônibus. Ela já não continha as lágrimas por mais que eu dissesse para não chorar que eu voltava logo, não adiantou.
- Você se cuida. Cuidado com as pessoas. Eu vou te ligar todos os dias. Não esquece nada.
- Pode deixar, mãe. Te amo.